Por Marco Aurélio Dias | Leia também: Anastasia pede fim da pensão vitalícia
O ex-vice-prefeito de São Lourenço, “Zé Testi”, que foi eleito junto com o ex-prefeito Mazinho, comentava, outro dia, que o maior problema do Brasil continua sendo a corrupção instalada nas instituições públicas, nos governos e nas negociações políticas. Citou o caso de São Lourenço onde as administrações tinham como prática usar dinheiro público (pré-definido) para fazer bonito diante dos eleitores (o chamado desvio de verba de um setor para outro). O resultado, felizmente, é que o Ministério Público não aprovou a prestação de contas desses políticos e eles estão inelegíveis e não podem ocupar cargo público. Foi assim que a prefeitura municipal acumulou uma dívida de quase 50 milhões com o INSS e outros, e o prefeito Zé Neto quando assumiu a prefeitura de São Lourenço em 2009 teve que negociar o parcelamento para que a administração pudesse funcionar. O ex-vice-prefeito “Zé Testi” disse mais ou menos o seguinte: “Aí entra um prefeito honesto, como é o prefeito Zé Neto, que quer fazer a coisa certa, que tem capacidade para administrar direito, e fica de mãos amarradas!” Mas Zé Neto recorreu ao Estado e se safou das amarras da dívida feita por outros prefeitos, tanto que, para o bem do povo, fez e continua fazendo obras em São Lourenço. E "Zé Testi" completou sua opinião dizendo o seguinte: Se algumas administrações anteriores pagassem suas dívidas corretamente, o prefeito Zé Neto não teria que voltar no tempo para consertar as falhas administrativas, perdendo nessa tarefa um ano arrumando a casa e em negociações. Antigamente, havia uma prática intencional dos administradores, no Brasil, de entregar o governo com dívidas imensas e com obras inacabadas. O objetivo era paralisar mesmo a futura administração e desmoralizá-la diante dos eleitores. Se o prefeito Zé Neto, com toda a dívida que herdou, está fazendo várias obras importantes na cidade, a gente pode imaginar que ele (ou outro prefeito com perfil ético, caso fosse) faria muito mais se tivesse recebido a prefeitura sem dívidas. Além disso, se os outros prefeitos tivessem se dedicado em suas administrações a urbanizar o que não estava urbanizado, a administração estaria mais fácil. Por isso que o senador Aécio Neves tem falado que o Brasil precisa atuar nas reformas, principalmente na reforma política, para moralizar mais ainda o setor público. E Anastasia, no embalo da moralidade pública, enviou à Assembléia Legislativa de Minas Gerais um projeto de lei que pede o fim da aposentadoria vitalícia para governadores.
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