Jornal O Dias

     Por Marco Aurélio Dias

    A prática do perdão é a maior arma contra a violência. Quando não perdoamos, reforçamos a desgraça do mundo. Quando não perdoamos aquele que nos ofendeu, dizemos amém a todo o ódio que existe na sociedade. A maior revolução que uma pessoa pode fazer na Terra é perdoar-se a si mesmo e perdoar em seu coração todas as ofensas e maldades que lhe foram feitas durante a sua existência. Os grandes líderes políticos da História, os imperadores, os ditadores e os psicopatas que dominaram a humanidade e levaram grandes sofrimentos aos povos foram heróis de 5ª categoria perante a mais humilde e pobre das criaturas que aprendeu a perdoar. Fazer o máximo de maldade ao semelhante não é uma grande façanha perto de quem perdoa constantemente as maldades que se lhe são feitas. A única maneira de consertarmos nossos erros é pedindo perdão pelas faltas que cometemos. E a única maneira de consertamos o mundo é perdoando as maldades que nos fazem. Um grande pecado é o orgulho de acharmos que sempre estamos certos, que os outros estão sempre errados e que, portanto, não temos que perdoar os outros e nem a nós mesmos. O orgulho faz parecer que estamos sempre certos e que o mundo precisa estar de joelhos aos nossos pés pedindo perdão, pois nunca erramos. A pessoa que não pratica o perdão e que acha humilhante reconhecer que errou, ela carrega nas costas o peso do sofrimento e da infelicidade porque não se desvencilha das culpas e da necessidade imperiosa de estar sentada num falso trono de infalibilidade colocado acima das outras pessoas. A prática diária do perdão é a maior ferramenta para a cura da insônia, da ansiedade, do nervoso e de todos os outros males que deixamos entrar em nossa vida. Não custa nada entrarmos em nosso quarto, fazermos uma reflexão e perdoarmos todas as pessoas que nos fizeram algum mal, perdoarmos nossos próprios erros e, quando possível, dirigirmo-nos a uma pessoa que porventura tenhamos ofendido e pedir-lhe perdão por aquela falta que tenhamos cometido. O mundo se abre em novas oportunidades quando saímos do casulo de misérias onde vivemos e praticamos o perdão. Nhá Chica era negra, pobre e analfabeta e foi muito discriminada por causa do conjunto de sua humildade, mas perdoava em secreto e continuava fazendo sua obra de caridade, e Deus a abençoou.

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Tags: perdão

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